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Blog da Catraia

que, na realidade, agora são duas... Uma Catraia minhota de coração, lisboeta por obrigação, juntou-se à primeira, nortenha de berço e coração para, juntas - YUPI! - partilharem um blog:)

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Fomos experimentar o Puro 4050 e é "stato delizioso"

Um destes dias fomos conhecer um dos restaurantes novos no Porto - o Puro 4050 - no Largo de São Domingos.

Íamos com as expectativas elevadas depois do que tínhamos lido sobre o espaço, o chef e o menu, mas a verdade é que não ficamos nada desiludidos, nem com o espaço - com uma decoração de estilo colonial, muito cozy e à meia luz, em que a esplanada exterior coberta tem um foco especial, até ao menu, que nos deixa logo com vontade de regressar para poder provar mais coisas mesmo sem termos começado ainda a comer.

No menu o destaque vai para as mozzarellas de búfala – normal, fumada, afumicata, bocconcini e burrata, que chegam todas as semanas de Campana. De Itália vem também a manteiga de búfala servida como couvert, e a charcutaria – presunto, mortadela, coppa, bresaola. E, claro, o enorme parmigiano assente no balcão à vista de quem quiser espreitar não poderia vir de outro sítio a não ser, também, Itália.

A ideia é que cada um possa criar o seu menu, partindo das mozarellas, para as saladas ou vegetais que as podem acompanhar, a charcutaria, as carnes cruas ou semi-cruas (como o maravilhoso Carpaccio tradicional com parmesão e rúcula que pedimos ontem), patés e queijos, as tostas de focaccia, a focaccia clássica ou as focaccias de pizza. Para além destas perdições, ainda há pastas e risotos ou carnes, para dividir, tal como aconselha o menu, se já não tiver muita fome.

Depois de alguns minutos a tentar decidir o que provar, acabamos por decidir partilhar os bocconcini, acompanhados por uma mistura de rúculas com mostarda e mel, mortadela de Bolonha, o Carpaccio tradicional com parmesão e rúcula e uma focaccia de pizza Alho Negro quente, com pimentos piquillo e cebola caramelizada (um pouco doce demais para o nosso gosto, mas com uma massa perfeita!!!). E, claro, não podia falhar a sobremesa que foi, para nós claramente, o ponto alto da noite - uma maravilhosa e perfeita tarte de ricotta de búfala com doce de abóbora e canela (tudo no ponto certo, incluíndo a temperatura da tarte, bem fria, como se quer!).

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copyright Ana Pinho

 

Para acompanhar esta degustação, pedimos o único branco italiano na carta de vinhos - Villa Vescoville Pinot Grigio Trentino DOC, um vinho ligeiramente frutado mas com boa acidez, que acompanhou de forma perfeita um jantar que se pretendia leve e fresco.

Ah! E não podemos deixar de agradecer o maravilhoso serviço de ontem. Desde a recepção à saída fomos muito bem recebidos por pessoas simpáticas, bem dispostas e notoriamente orgulhosas do projecto pelo qual estão a dar a cara e isso é a melhor forma de receber! 

 

  • Qualidade da comida: 🍴 🍴 🍴 🍴 🍴

  • Qualidade do serviço: 🍴 🍴 🍴 🍴 🍴

  • Espaço envolvente: 🍴 🍴 🍴 🍴 🍴

  • Média de Preço: 20€ - 25€ pessoa (incluindo uma garrafa de vinho)

 

No final ficou a vontade de regressar e experimentar mais pratos desta maravilhosa carta que nos transportou para Itália e nos fez viajar sem sairmos da nossa cidade... Obrigada!

 

a Catraia nortenha

 

E se é desta que enfrentamos os "monstrengos" e ganhamos mesmo?

Depois do jogo de ontem vieram-me à memória palavras que escrevi aquando do Euro 2004 em dois artigos de opinião num Jornal Regional e que voltam a fazer sentido hoje. 

É verdade que em 2004 era tudo diferente. A magia das bandeiras que se agigantavam contra o vento já não é mesma. Os "exércitos" portugueses, feitos um pouco de todos nós, pareceram este ano mais moribundos. Não se respirou Portugal da mesma forma. Este ano parecia tudo mais difícil, mais sofrido.

Mas ontem, mais uma vez, e aconteça o que acontecer, estes jogadores provaram que ainda vale a pena acreditar, vale a pena tentar, vale a pena correr e suar, vale a pena cair para nos levantarmos mais fortes.

Mas, então e agora?

Agora "a nova batalha começa a desenhar-se no horizonte com contornos muito mais nítidos. O restinho daquela chama que nos incendiou (em 2004 como em mais nenhuma outra competição) parece acordar. Afinal, sabemos que ainda “estamos todos convocados”."

E, "embora o campo de batalha já não seja o nosso, o êxito da Selecção ainda passa por nós. Porque agora sabemos que o que ficou das bandeiras é muito mais do que aquilo que (já não) se vê - foi a união, o desejar, o acreditar e o fazer cumprir."  

Resta-nos no Domingo cumprir a profecia de Fernando Pessoa, na Mensagem, "E a nossa grande Raça partirá em busca de uma Índia nova, que não existe no espaço, em naus que são construídas daquilo que os sonhos são feitos. E o seu verdadeiro e supremo destino (…) realizar-se-á divinamente.”

E, tal como em 2004,  "patriotas à espera de D. Sebastião num dia de nevoeiro, ou apenas apreciadores de futebol, chegou a hora. Valete Frates!"

 

 

E depois de tudo, não podia deixar de ser esta a música, não é? :)

 

a Catraia nortenha

Artistas portugueses em casa

Se há coisa que gostamos lá em casa é de memórias, sejam elas em fotografias espalhadas pela casa (incluíndo o cliché do frigorífico, claro), sejam em "pedaços visuais" de artistas, mais ou menos conhecidos ou não, que nos recordem de um sítio, um momento, um amigo, uma exposição...  

A verdade é que já vamos tendo uma "colecção" interessante, entre um pequeno quadro de aguarela trazido de uma viagem, um quadro feito com areia colorida de outro destino, um postal que mais parece uma obra de arte, um pequeno quadro de um estudante grafitter comprado na Abertura das Galerias em Miguel Bombarda (no Porto), uma risografia de um artista agora tão conhecido no Porto - o Hazul, e um enorme quadro de um rosto a carvão oferecido por uma amiga muito especial.

E, ao contrário do que possam estar a pensar, não houve investimentos avultados, até porque hoje em dia a arte está cada vez mais acessível. É uma questão de procurar no sítio certo, como as feirinhas de rua, as exposições de novos artistas, as ilustrações nacionais nas lojas de rua, ou na internet... A única coisa que é importante, diria eu, é que cada um compre aquilo que o apaixona, que o fez olhar duas vezes, que o fez sorrir.

Ora, uma das minhas mais recentes descobertas provocou-me exactamente isso - o Tiago Vaz, aka Uzo. É um ilustrador, designer e director de arte português que vive em Frankfurt, e que tem trabalhos únicos, não só em papel, como em capas para telemóvel e outros objectos que estão presentes no nosso dia a dia. E, sobretudo, tem um estilo que é dele, que se reconhece, mesmo em desenhos tão diferentes como os que partilho aqui.

Uzo_World

Uzo_World

Uzo_World

 

É ou não é especial? :)

E a melhor parte é que se pode contactar o Tiago e comprar estas peças tão únicas e especiais online. Sim, porque cada desenho tem claramente uma história, uma inspiração, que pode ser a dele, como pode ser a nossa quando o vemos pela primeira vez.

E desse lado, há alguém que partilhe deste gosto?

 

Hoje acordava aqui...

Porque hoje acordava aqui.

 

Aldeias do Xisto - Casal Novo

 

Acordava e espreitava pela janela para ver o sol a querer entrar devagarinho pelas janelas, acordava e cheirava a natureza, ouvia o canto dos pássaros e até o zumbido dos insectos, acordava e perdia-me na imensidão de um céu azul (quase sem fim), apenas interrompido pelas árvores que trazem a calma das sombras, acordava e acordava a casa toda comigo para um daqueles pequenos-almoços sem pressas, com cheiro a sumo de laranja e torradas com ovos mexidos.

Hoje não acordei aqui, mas está para breve! Porque vale tanto a pena conhecer este país e disfrutar dele. Disfrutar da calma e sossego das nossas gentes, da boa comida e do bom vinho, na melhor companhia possível.