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Blog da Catraia

que, na realidade, agora são duas... Uma Catraia minhota de coração, lisboeta por obrigação, juntou-se à primeira, nortenha de berço e coração para, juntas - YUPI! - partilharem um blog:)

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que, na realidade, agora são duas... Uma Catraia minhota de coração, lisboeta por obrigação, juntou-se à primeira, nortenha de berço e coração para, juntas - YUPI! - partilharem um blog:)

Somos a geração do quase?

Há uns dias falava com um amigo sobre os dias que correm, sobre estes dias em que vivemos e que estão a mudar a forma de viver de uma geração inteira. Estes dias em que sentimos que vivemos na sombra da geração anterior, e que passamos a ser, dizia-lhe eu, "a geração do quase".

Somos aqueles a quem disseram que acreditar em nós era caminho certo, aqueles a quem deram "tudo" ou muito perto, aqueles que cresceram com sonhos maiores e mais altos que os que nos antecederam, aqueles que nunca duvidaram do que aí vinha. Somos aquela geração a quem prometeram alcançar, e ultrapassar, o patamar a que a geração anterior chegou. Mas a vida dá muitas voltas, e "esta vida" parece que nos quis ensinar a todos uma lição.

Pela primeira vez na história, somos a geração que vive, e vai viver (a maioria de nós), pior que a geração anterior. Somos a geração que desespera ao perceber que a autonomia financeira é cada vez mais difícil, que "fazer carreira" pode ser uma utopia, que a "casa de férias" é um conceito em vias de extinção (aluga-se casa de férias, não se compra), que a família vem quando o trabalho (e os empregadores) permitirem e a natureza colaborar... 

Eu sei, é uma visão crua e escura. Porque ao mesmo tempo, somos a geração que dá cada vez mais valor às pequenas coisas, que re-aprendeu a poupar, a cozinhar, a dar jantares e festas em casa e dividir as contas, a reconhecer os verdadeiros amigos, a querer conhecer novas culturas e viver como elas, a viajar cada vez mais, mas ao mesmo tempo a apreciar muito o nosso lugar.

 

Porto (copyright Ana Pinho)

copyright Ana Pinho

 

Mas mesmo assim pergunto-me muitas vezes, será que nos vamos sentir sempre a "geração do quase"? E o que vai acontecer com os que vêm a seguir a nós?

 

a Catraia nortenha