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Blog da Catraia

que, na realidade, agora são duas... Uma Catraia minhota de coração, lisboeta por obrigação, juntou-se à primeira, nortenha de berço e coração para, juntas - YUPI! - partilharem um blog:)

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Di Casa Quinta do Cravel. Comer bem? Not really...

Há já algum tempo que fomos experimentar o Di Casa na Quinta do Cravel em Vila Nova de Gaia. Nunca foi daqueles restaurantes que pensei "tenho mesmo que ir experimentar!", mas era um daqueles sítios que volta e meia aparecia como opção para um jantar marcado/decidido mais em cima da hora e num sítio longe da confusão. E quando decidimos ir, não foi excepção.

Saímos de casa num sábado por volta das 20h30. Quando chegamos, as mesas para dois já estavam todas ocupadas, por isso tivemos que esperar mais ou menos 20 minutos por mesa. Até aqui tudo bem...

Entramos na sala de jantar principal e, de facto, o ambiente e a decoração são muito engraçados. A sala é ampla, o design muito clean, a vista para o forno a lenha é interessante e o ambiente à meia luz torna tudo mais acolhedor (pelo menos à noite, em que não há vista para o exterior). O único problema é a acústica da sala que é, ou estava, demasiado barulhenta. Não conseguíamos quase conversar um com o outro sem parecer que estávamos a falar para a sala inteira. Claro que podia estar relacionado com as diversas mesas ocupadas com jantares de grupos (alguns com mais de 8 pessoas, incluíndo crianças, o que não ajuda nada), mas é sempre algo que, para mim, deixa a desejar. Isto para não falar dos momentos em que, cheios de carrinhos de bebé à volta das mesas (o que normalmente não me incomoda nada e é mais do que natural) e muito pouco espaço livre (com o objectivo de servir o maior número de pessoas possível, com certeza), quase que estávamos a comer com o traseiro de alguém na nossa cara. Não é agradável, já vos digo.

Bem, lá conseguimos escolher o que queríamos e fazer o pedido: duas Zuppa di Pomodoro All'Uovo, um Aglio (pão de alho no forno) e depois duas pizzas, a Di Casa e uma Parma.

Quando a sopa de tomate chegou pensei que tínhamos acertado no restaurante. Vinha bem quente, como eu gosto, e com um aroma a tomate e manjericão que consola qualquer um numa noite fria (como era o caso daquela). De facto, foi o ponto alto da noite. Mas nem por isso posso dizer que foi a melhor sopa de tomate que já comi, faltava-lhe mais manjericão e aquele toque especial. O problema foi o que veio a seguir.

Estávamos à espera para provar o pão de alho no forno com alecrim, salpicado com pedrinhas de sal e regado com azeite extra virgem, quando nos trazem de seguida as duas pizzas para a mesa... Claro que depois de elas estarem ali percebemos que não ia haver pão de alho para ninguém e prontamente explicamos à empregada que estava a servir a nossa mesa que tínhamos pedido um pão de alho e que agora, com as duas pizzas à nossa frente, já não o queríamos (não fosse aparecerem com o pão de alho para a sobremesa!). Em vez de pedir desculpa, e até prontamente perguntar se queríamos que recolhesse as pizzas e trouxesse o pão de alho, a primeira reacção foi como se a culpa fosse nossa, o que não me agradou nada. Não houve um pedido de desculpas imediato. Só passados uns minutos, depois de perceber que ela é que se tinha esquecido de pedir, é que veio o tal pedido de desculpas. 

dicasa.jpg

* Peço desculpa pelas imagens, mas com pouca luz não consegui melhor!

 

Mas o que mais me desagradou nem foi o serviço, embora devo dizer que de serviço teve pouco (pouco simpáticos, poucos sorrisos, nunca perguntaram se estávamos a gostar e no final nem um obrigada quando a conta chegou... e ainda tivemos que a pedir mais do que uma vez!), o que mais me desagradou foi as pizzas virem para a mesa já quase frias. Num sítio em que vemos o forno a lenha à nossa frente não há justificação possível! O que revela é uma má gestão do tempo (de certeza que começaram a fazer as pizzas quando nos serviram a sopa, sem terem em consideração o tempo que demoraríamos a comer).

Para sobremesa, e na tentativa de redimir o restaurante, pedimos um Biscotto Affogato (gelado de baunilha com biscoito de Amaretto, "afogado" em café Nicola), mas nem o gelado era caseiro, nem tinha quase biscoito nenhum, pelo que a melhor coisa era mesmo o café Nicola!

Em resumo, ou tivemos muito azar no dia ou para o balanço final (qualidade/preço), com muita pena minha, não justifica a viagem.