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Blog da Catraia

que, na realidade, agora são duas... Uma Catraia minhota de coração, lisboeta por obrigação, juntou-se à primeira, nortenha de berço e coração para, juntas - YUPI! - partilharem um blog:)

Blog da Catraia

que, na realidade, agora são duas... Uma Catraia minhota de coração, lisboeta por obrigação, juntou-se à primeira, nortenha de berço e coração para, juntas - YUPI! - partilharem um blog:)

Coisas minhas (o sétimo)

Hoje partilho mais uma "coisa minha".

Este poema é aquele que, para mim, melhor retrata o meu processo de escrita, o parar para sentir, para recordar, para deixar que aquilo que guardamos tão enterrado numa gaveta algures saia cá para fora. É o meu processo. A minha forma de (re)viver os momentos e de fazer as pazes com eles.

 

Não sei escrever no

tempo inerte que larga

risos sorrisos incautos

descalços de dor.

Parece que as mãos

maduras só riscam os

traços largados do sentir

quando o passado repousa esmorecido.

Calço-me então de lágrimas.

Estóica, espalho a mágoa cá dentro, e

correm as letras despegadas

a juntar-se em palavras.

 

Espero que vos tenha inspirado... 

E uma boa notícia... já é terça-feira!