Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Blog da Catraia

que, na realidade, agora são duas... Uma Catraia minhota de coração, lisboeta por obrigação, juntou-se à primeira, nortenha de berço e coração para, juntas - YUPI! - partilharem um blog:)

Blog da Catraia

que, na realidade, agora são duas... Uma Catraia minhota de coração, lisboeta por obrigação, juntou-se à primeira, nortenha de berço e coração para, juntas - YUPI! - partilharem um blog:)

Coisas minhas (o sexto) e um sítio para voltar!

Mais uma "coisa minha" que partilho convosco e que espero que gostem.

 

Partilhamos versos gastos por leituras
mastigadas no tempo
em caminhos de estrada cansados dos pés
que os caminharam.
Partilhamos linhas de prosas já secas dos dedos
que as folhearam
e ousamos saltar os pontos e espaços vazios
para saborear o fim.
Somos parceiros de estradas caiadas
mudas da vida
abraçados em recantos esquecidos guardados
no que somos.
Somos dois em um ou um mais um em dois,
somos (ponto).

 

Já não sei ao certo qual foi a inspiração para este poema, mas ao lê-lo hoje lembrei-me de um sítio muito especial, único no mundo, e ao qual gostava um dia de voltar.

Alberobello, em Itália, é daqueles recantos do mundo que são tão únicos que nos marcam pela sua história e pela paisagem tão única - uma aldeia de trulli caiados de branco, com flores à porta, e com o silêncio nas ruas que nos avisa que entramos num sítio especial. Os trulli, nomeados em 1996 pela UNESCO como Património da Humanidade, são habitações construídas com base numa técnica pré-histórica ainda em uso na região sul da Puglia, e têm como característica os telhados piramidais, abobadados ou cónicos, construídos com pedras calcárias. 

Trulli em Alberobello

A história destas construções também é, ela própria, algo único. Reza a história que estas construções serviam de "barraco" de apoio aos trabalhadores do campo que serviam as casas rurais e as quintas feudais. O único problema é que todas as construções eram alvo de colecta de impostos, e os trabalhadores não os queriam/podiam pagar. Então arranjaram uma forma de construção assente numa pedra basilar, pedra essa que, uma vez retirada, toda a construção caía. E era assim que escapavam aos impostos! Maravilhoso não é?

 

3 comentários

Comentar post